Relatório aponta que JK foi morto pelo Regime Militar

Foto: Divulgação

JK foi morto: documento analisado pela Comissão de Mortos e Desaparecidos contesta versão oficial sobre acidente que matou Juscelino Kubitschek em 1976

A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) está avaliando um relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima de uma ação ligada ao Regime Militar em 22 de agosto de 1976.

O parecer foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e possui mais de 5 mil páginas. Segundo o documento, o carro em que JK viajava pela Via Dutra (BR-116), entre Rio de Janeiro e São Paulo, não sofreu um acidente comum, como sustentava a versão oficial da época.

A relatora afirma que houve uma ação externa responsável por tirar o veículo da pista, provocando posteriormente a colisão com uma carreta que seguia na direção contrária.

Versão oficial é contestada

O relatório também rebate a narrativa apresentada pelo governo militar na década de 1970. Conforme a versão oficial, o Opala conduzido por Geraldo Ribeiro, motorista e amigo de JK, teria sido atingido por um ônibus durante uma ultrapassagem.

Segundo essa explicação, o impacto teria feito o carro atravessar a pista e colidir frontalmente com uma carreta, causando a morte dos dois ocupantes.

No entanto, Maria Cecília Adão afirma que não há evidências técnicas que comprovem a colisão inicial com o ônibus, ponto central da versão sustentada pela ditadura militar.

A análise do caso pela comissão ainda está em andamento.

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