Mandado de busca e apreensão foi cumprido no bairro Teresópolis durante investigação sobre abuso sexual infantil em ambiente digital
A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (21), uma operação no bairro Teresópolis, em João Monlevade, que resultou na prisão em flagrante de um homem de 53 anos investigado por acessar e armazenar material de abuso sexual infantil.
A ação ocorreu após o avanço de investigações relacionadas à circulação de pornografia infantil em ambiente digital. Com base nos indícios reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça a expedição de mandado de busca e apreensão, autorizado pelo Poder Judiciário.
Material foi localizado em aparelhos celulares
Segundo a Polícia Civil, durante o cumprimento do mandado, o suspeito colaborou com os agentes e forneceu acesso ao celular que utilizava no momento da abordagem. Na análise preliminar do aparelho, foram encontrados arquivos contendo material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Ainda conforme a corporação, o homem entregou espontaneamente um segundo celular, localizado na garagem da residência, relatando que também teria acessado conteúdos ilícitos por meio do dispositivo.
As diligências foram acompanhadas por testemunhas, que confirmaram a entrega voluntária dos aparelhos e a inexistência de coação durante a ação policial.
Investigação aponta centenas de arquivos ilegais
De acordo com as apurações iniciais, há indícios de acesso frequente a conteúdos de exploração sexual infantil desde 2023. A investigação identificou 399 mídias relacionadas ao crime, incluindo arquivos envolvendo crianças de tenra idade e bebês.
Após a constatação preliminar do material, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi formalizado o Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD).
Os celulares apreendidos serão submetidos à perícia técnica para extração e análise detalhada dos conteúdos, seguindo os protocolos de preservação da cadeia de custódia.
Conforme a Polícia Civil, “o caso evidencia a gravidade concreta da circulação e do consumo de material de exploração sexual infanto-juvenil em ambiente digital, prática que fomenta a manutenção de redes criminosas voltadas à produção, disseminação e armazenamento desse tipo de conteúdo”.
A prisão ocorre durante a campanha Maio Laranja, mobilização nacional voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
