Impasse persiste: Sindicato cobra avaliação integral de proposta apresentada à ArcelorMittal

Imagem panorâmica da ArcelorMittal Monlevade, em João Monlevade (MG), mostrando as instalações da usina siderúrgica, chaminés, estruturas industriais, via de acesso e linha férrea em primeiro plano, com áreas de vegetação ao redor. Foto: divulgação

Sindmon-Metal cobra análise completa da proposta para o acordo de turnos de revezamento e aguarda posicionamento da empresa sobre pontos considerados essenciais pelos trabalhadores

As comissões de negociação do Sindmon-Metal e da ArcelorMittal Monlevade se reuniram nesta sexta-feira (12) para a quarta rodada de negociações do novo acordo de turnos de revezamento.

Segundo o sindicato, durante o encontro a empresa apresentou apenas uma avaliação parcial da minuta elaborada. A contraproposta completa da entidade sindical já havia sido entregue na reunião anterior, realizada em 8 de junho. Segundo o Sindmon-Metal, a análise restrita a partes do documento impediu o debate sobre a totalidade das cláusulas apresentadas.

Para o sindicato, é fundamental que a proposta seja examinada de forma conjunta, considerando que os diferentes itens possuem relação entre si e influenciam diretamente a construção de um acordo equilibrado para ambas as partes.

O processo de negociação tem como foco a implantação da jornada de 12 horas de trabalho na Usina de Monlevade. A proposta em discussão prevê a adoção da escala 4×4, na qual os empregados trabalham durante quatro dias consecutivos e, em seguida, cumprem quatro dias de folga. Diante dos impactos da mudança na rotina dos trabalhadores, sindicato e empresa discutem cláusulas relacionadas às condições de trabalho, remuneração e garantias previstas no acordo.

Adicional de turno segue sem definição

Um dos principais impasses nas negociações é a manutenção do adicional de turno e da chamada vantagem pessoal. O acordo anterior, encerrado em 28 de fevereiro e cuja não renovação resultou na implantação do turno fixo na Usina de Monlevade, garante um acréscimo de 9,5% nos salários dos trabalhadores que atuam em regime de turno, como forma de compensação pelas características da jornada.

Além disso, os empregados que já integravam o quadro da empresa em 28 de fevereiro de 2014 e que migraram do antigo sistema de turnos ininterruptos de revezamento, vigente entre 1º de outubro de 2009 e 30 de setembro de 2011, recebem também um adicional de 11,7% a título de vantagem pessoal. O Sindmon-Metal destaca que esse ponto é considerado indispensável pelos trabalhadores e pela entidade para que haja condições de avançar para um entendimento final.

A próxima reunião entre as comissões está marcada para quarta-feira (17).

O Sindmon-Metal afirma reconhecer a complexidade das negociações envolvendo a jornada de 12 horas e ressalta que compreende a expectativa dos empregados por uma proposta concreta da empresa que possa ser discutida pela categoria.

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