Mais da metade das prefeituras de Minas Gerais demonstram insegurança fiscal para 2026, segundo pesquisa da CNM. Gestores apontam dificuldades financeiras e incertezas no cenário econômico *
A poucos dias da chegada de 2026, prefeitos de Minas Gerais demonstram preocupação com o cenário econômico e fiscal das cidades para o próximo ano. Dados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostram que 51% das prefeituras mineiras relatam insegurança quanto às expectativas para a gestão fiscal no novo exercício.
O levantamento também revela que 35% dos gestores avaliam que 2026 tende a ser um ano “ruim” ou “muito ruim”, percentual que acompanha a média registrada em todo o país. O quadro de pessimismo está diretamente relacionado às dificuldades enfrentadas ao longo de 2025.
De acordo com a pesquisa, três em cada 10 municípios de Minas Gerais admitem que encerrarão o atual exercício deixando “restos a pagar”, ou seja, despesas empenhadas sem a devida indicação de recursos financeiros para quitá-las no ano seguinte.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o adiamento de pagamentos é uma prática recorrente na administração pública e cumpre um papel estratégico. Segundo ele, esse mecanismo é fundamental para assegurar a continuidade de serviços essenciais e de obras públicas que ultrapassam o encerramento do exercício financeiro. “Sem esse instrumento, contratos e políticas públicas de médio e longo prazo seriam interrompidos todo dia 31 de dezembro”, destacou.
* Com informações do jornal O Tempo
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG














