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Falta de acordo com sindicato prolonga jornada contestada na Usina de Monlevade

Usina de Monlevade e sindicato divergem sobre escala de trabalho; trabalhadores relatam impactos

O impasse entre a ArcelorMittal Monlevade e o Sindmon-Metal segue sem solução, enquanto os trabalhadores permanecem em turno fixo implantado pela empresa em 10 de março.

Segundo o sindicato, o conflito começou com a resistência da empresa em avançar nas negociações do acordo coletivo de turnos. No dia 26 de fevereiro, a empresa propôs prorrogar a tabela vigente, vencida em 28 de fevereiro, mas o pedido foi recusado após decisão da categoria em assembleia.

Em reunião realizada em 9 de janeiro de 2026, os trabalhadores aprovaram jornada de 12 horas no formato 4×4. O sindicato afirma ainda que houve apenas uma reunião com a empresa, em 20 de janeiro, sem novas rodadas de negociação. Às vésperas do fim do acordo, a empresa sugeriu renovação por dois anos, considerada incompatível.

No dia 17 de março, em reunião convocada pela empresa. A siderúrgica sugeriu retorno temporário à escala 6x3x3 por 60 dias e alegou insegurança jurídica para adotar jornada de 12 horas. Já nesta sexta-feira (20), rejeitou três contrapropostas apresentadas pelo sindicato.

Em comunicado interno, a empresa afirmou que “qualquer jornada de 12 horas não é uma alternativa” para a usina. Também alegou que uma das propostas exigiria a contratação de mais de 180 trabalhadores, considerada inviável diante do cenário da siderurgia.

O sindicato rebate, afirmando que jornadas de 12 horas já são adotadas em unidades do grupo em Tubarão (ES), Pecém (CE) e Vega do Sul (SC), além da Mina do Andrade, onde vigora escala 2×2.

Enquanto isso, o turno fixo segue com seis dias de trabalho e dois de folga. Trabalhadores relatam desgaste físico e mental, especialmente no turno noturno (23h às 7h), e possíveis perdas salariais no turno diurno.

Foto: Reprodução