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Prefeitura esclarece situação estrutural da Igreja São José Operário após reclamações do pároco

A imagem mostra a Igreja São José Operário em destaque, situada em uma área elevada e cercada por vegetação densa, com morros e árvores ao fundo. O templo possui arquitetura imponente e simétrica, com fachada clara, telhados em tom avermelhado e uma torre central que se eleva acima do conjunto principal. Na parte frontal, observa-se uma grande cruz fixada na fachada, elemento central da composição visual. As laterais apresentam janelas altas e arqueadas, reforçando o estilo religioso tradicional. O acesso à igreja é feito por escadarias e caminhos em níveis, acompanhando o relevo do terreno.

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Após manifestação pública do padre Jefferson Cruz Veronês durante missa no domingo (25), a Prefeitura divulgou nota esclarecendo as condições da Igreja São José Operário, bem tombado desde 2018. Na quinta-feira (29), a Defesa Civil realizou nova vistoria — procedimento semelhante ao feito em 7 de novembro de 2025 — e constatou que não houve alteração no quadro estrutural.

Segundo os técnicos, existem patologias relevantes, sobretudo infiltrações e desgaste dos pisos externos, mas não há risco de colapso, mantendo-se seguras as atividades no interior do templo.

Intervenções, tombamento e responsabilidades

Um corredor externo segue interditado por demandar ações de drenagem e impermeabilização. O relatório indica fissuras, rejuntes abertos e acúmulo de água nos pisos em pedra, o que direciona umidade ao embasamento. Para diagnóstico e correção adequados, é necessária a retirada do piso externo, serviço que exige empresa especializada e não pode ocorrer no período chuvoso, que vai, em média, até março.

Por se tratar de bem tombado, qualquer obra depende de autorização do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural. A Prefeitura esclarece ainda que o tombamento não transfere automaticamente ao Município a obrigação de custear a manutenção, já que o imóvel é privado, pertencente à Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano. Em 2022, o Município destinou mais de R$ 92 mil do Fundo de Patrimônio Cultural para restaurações.

A Administração informou que irá articular reunião com a Diocese e o Conselho para discutir soluções conjuntas, com participação do Legislativo, iniciativa privada e sociedade civil.

Foto: Reprodução