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Sete anos após tragédia e crime ambiental da Vale, rejeitos ainda dominam o Rio Paraopeba

Imagem aérea mostra área devastada pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Construções aparecem parcialmente soterradas pela lama, com paredes destruídas e estruturas expostas. O terreno está coberto por rejeitos de mineração, entulho e troncos de árvores.

Relatório aponta ausência total de recuperação ambiental sete anos após rompimento da barragem da Vale

Passados sete anos do rompimento da barragem B1, da Vale, em Brumadinho, os efeitos do maior desastre ambiental do país continuam evidentes no Rio Paraopeba. O colapso da estrutura resultou na morte de 272 pessoas e espalhou rejeitos de mineração por uma extensa área da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A avalanche de lama ultrapassou a vegetação natural, soterrou o córrego Ferro-Carvão e percorreu aproximadamente nove quilômetros até alcançar o Rio Paraopeba, comprometendo um dos principais cursos d’água da bacia do São Francisco.

Dragagem avança lentamente

De acordo com reportagem do jornal O Tempo, apenas 274 mil metros cúbicos dos cerca de 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos depositados na calha do rio foram removidos por dragagem. O volume representa aproximadamente 17% do total.

Dados atualizados em 22 de janeiro, com informações até outubro de 2025, constam no portal da auditoria socioambiental criado a partir do acordo de reparação. O relatório também indica que não houve qualquer avanço na recomposição das áreas degradadas, na recuperação das margens e da vegetação ciliar, nem nas áreas inundadas pelo rejeito — todos com índice de 0%.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil