Notícias de Itabira: proposta será analisada pelo Codema e depende de licenças ambientais estaduais para sair do papel
A mineradora Vale S.A. apresentou à Prefeitura de Itabira um pedido de anuência e de Certidão de Uso e Ocupação do Solo para implantar um projeto de reaproveitamento de bens minerais metálicos e rejeitos já depositados em estruturas do Complexo Minerário de Itabira.
O pedido foi analisado tecnicamente pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (SEMAPA) e será levado à próxima reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema), marcada para quinta-feira (12).
Análise técnica não autoriza atividades
De acordo com a administração municipal, a manifestação técnica emitida pela secretaria não representa autorização para o início das operações. O projeto ainda depende da deliberação do Codema e da obtenção das licenças ambientais estaduais.
A proposta integra o processo de licenciamento ambiental e prevê o reaproveitamento de materiais já depositados em barragens, diques, cavas e outras estruturas do complexo.
Meta de reaproveitamento anual
Segundo a documentação apresentada, o projeto pretende reaproveitar até 5 milhões de toneladas por ano de bens minerais metálicos. Também está prevista a recuperação de aproximadamente 5,8 milhões de metros cúbicos anuais de material atualmente armazenado em estruturas como:
- Diques Minervino e Cordão Nova Vista
- Barragem de Conceição
- Barragem e paliçadas do Rio do Peixe
- Cavas Onça e Periquito
O material reaproveitado deverá ser beneficiado nas usinas já existentes no complexo minerário.
Objetivos do projeto
Conforme a Vale, a iniciativa tem como metas reduzir o volume de rejeitos armazenados, contribuir para a descaracterização de estruturas alteadas a montante e aplicar o conceito de mineração circular.
A empresa também afirma que o projeto busca otimizar o uso de áreas já licenciadas, sem a abertura de novas frentes de lavra.
Foto: Google Earth













